terça-feira, 22 de abril de 2014

Lentes de contato dão visão telescópica a usuário


Olho humano - Petr Novák, Wikipedia
De acordo com especialistas, parte mais difícil do projeto é fazer com que lentes permitam oxigenação do olho
Pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça estão criando lentes de contatoque - uma vez combinadas com óculos especiais – podem fornecer uma visão telescópica para seus usuários.
A combinação das lentes com os óculos consegue ampliar 2,8 vezes o tamanho de uma imagem visualizada pelo usuário.

Esse
 sistema de visão telescópica foi desenvolvido para ajudar pessoas que sofrem com a cegueira provocada pela idade, mas também pode ter aplicações militares.Filtros polarizadores
 permitem à pessoa mudar de uma visão normal para telescópica ajustando o óculos.
degeneração macular relacionada à idade é uma das formas mais comuns de cegueira. Ela danifica a mácula, a parte do olho que lida com o detalhamento da imagem. Quando a mácula se degenera, a pessoa sofre uma perda na capacidade de reconhecer rostos e de realizar algumas tarefas, tais como dirigir e ler.

Controle preciso

As lentes de contato criadas pelos pesquisadores têm uma região central que permite a entrada de luz para uma visão normal. O elemento telescópico fica em um anel em volta da região central. Pequenos espelhos de alumínio, montados segundo um padrão específico, atuam como um aplificador que lança a luz para o anel ao menos quatro vezes antes de direcioná-la para a retina.
Durante o uso normal, a imagem ampliada é bloqueada por filtros polarizadores, e por isso não é vista. O usuário pode ligar o aparelho alterando esses filtros, posicionados no óculos, de forma que apenas a imagem ampliada é lançada sobre a retina.
Os pesquisadores Joseph Ford, da Universidade da Califórnia, e Eric Tremblay, da EPFL (Escola Politécnica Federal de Lausanne), na Suíça, construiram o sistema que filtra a luz adaptando óculos fabricados usados em televisores 3D.
Sua característica original era criar um efeito 3D ao bloquear de forma alternada as lentes esquerda e direita.
O protótipo produzido pela equipe tem oito milímetros de diâmetro, um milímetro de espessura na região central e 1,17 mm no anel ampliador.
"A parte mais difícil do projeto foi tornar as lentes ‘respiráveis’”, disse Tremblay à BBC. “Se você quiser usar as lentes por mais de 30 minutos é necessário que elas permitam que o olho respire".
Segundo ele, a lente deve permitir a entrada de gases para que a córnea não fique sem oxigênio.

'Encorajador'

A equipe de pesquisadores resolveu esse problema produzindo lentes com pequenos canais que permitem ao oxigênio fluir para o olho.
Porém, isso tornou o processo de fabricação das lentes muito mais difícil.
As versões das lentes permeáveis aos gases devem passar pelos primeiros testes clínicos em novembro, segundo ele. O objetivo é que portadores de deficiência visual consigam usar o equipamento o dia inteiro.
O projeto é uma evolução de tentativas anteriores de resolver o problema. Algumas delas envolviam implantes de lentes telescópicas e uso de óculos volumosos com estruturas de lentes de aumento.
Clara Eaglen, gerente de ações de saúde da organização RNIB, que auxilia pessoas com problemas de visão, afirmou que a pesquisa é interessante e elogiou o foco em degeneração macular.
"É encorajador que produtos inovadores como as lentes de contato telescópicas estejam sendo desenvolvidos, especialmente quando melhoram a visão que sobrou nos pacientes. Qualquer coisa que ajude a maximizar a visão funcional é muito importante, porque as pessoas com deficiência readquirem alguma independência e ficam menos isoladas".
As lentes podem porém ser empregadas em outras áreas. Isso porque a pesquisa está sendo financiada pelo Darpa, o braço de pesquisas das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Analistas dizem que os militares buscam na iniciativa uma forma de criar uma "super visão" e não resolver o problema da degeneração macular.

Micróbios serão 'últimos sobreviventes' no planeta Terra

(Foto: Health Protection Agency)
Para cientistas, micro-organismos que viverão nas profundezas do solo serão os últimos sobreviventes
Os últimos sobreviventes no planeta Terra serão minúsculos micro-organismos que viverão nas profundezas do solo, dizem cientistas britânicos.
Usando simulação por computador, pesquisadores da University of Saint Andrews, na Escócia, criaram um modelo de como será o planeta dentro de bilhões de anos.

O trabalho está sendo apresentado durante a National Astronomy Meeting da Royal Astronomical Society, que acontece esta semana na cidade de Saint Andrews.Eles descobriram que, à medida que o Sol ficamais quente e mais brilhante, somente micróbios poderão tolerar as condições extremas que as mudanças provocarão.
"Não haverá muito oxigênio, então (os micróbios) terão que sobreviver em ambientes com pouco ou zero oxigênio, alta pressão e alta salinidade - por causa da evaporação dos oceanos", disse um dos integrantes da equipe escocesa, o pesquisador Jack O'Malley James.

Extinção em massa

O futuro da vida na Terra está vinculado ao do Sol, que, com o passar do tempo, vai ficar cada vez mais quente e luninoso.
Com base nesse fato, cientistas das universidades escocesas de St Andrews, Dundee e Edimburgo fizeram uma previsão de como será o ambiente futuro do planeta.
Dentro de um bilhão de anos, o calor será tão intenso que os oceanos vão começar a evaporar.
"Quando você chega a esse ponto, existe muito mais água na atmosfera, e como o vapor de água é um gás (que provoca) efeito estufa, você tem um efeito estufa em cadeia", disse O'Malley James. "A Terra vai se aquecer até 100ºC ou mais".
Isso, aliado a uma queda nos índices de oxigênio, levaria a uma rápida perda de plantas e animais maiores.
Logo depois, um grupo de micróbios chamados extremófilos será a única forma de vida que restará.
Esses minúsculos organismos podem ser encontrados hoje na Terra emambientes hostis, como a Bacia dos Gêiseres no Parque Nacional Yellowstone, em Wyoming, Estados Unidos.
Segundo a equipe escocesa, esses micro-organismos serão as únicas criaturas capazes de suportar o calor, a aridez e a atmosfera tóxica dessa Terra do futuro. Os pesquisadores suspeitam de que os micróbios estarão, provavelmente, agrupados perto dos últimos vestígios de água, nas profundezas do solo.
No final, as condições no planeta serão tão ruins que até os extremófilos desaparecerão - e dentro de 2,8 bilhões de anos, não restará qualquer vida na Terra.

Sinalizadores de vida

A equipe disse que estudar o surgimento e o desaparecimento da vida no nosso planeta pode nos ajudar a compreender como diferentes formas de vida poderiam sobreviver em outros pontos do Universo.
"Se você se deparasse com um planeta parecido com a Terra, é mais provável que encontrasse vida microbiana do que formas mais complexas como vemos na Terra hoje", disse O'Malley James.
Ele explicou que micróbios provocam mudanças sutis nas proporções de gases na atmosfera e que esses gases poderiam, um dia, auxiliar astrônomos a detectar vida em planetas parecidos com a Terra.
"Um dos melhores candidatos é o metano. Ele poderia ser usado para indicar a presença de vida, embora isso dependa das quantidades produzidas e se há um acúmulo detectável na atmosfera. Se pudermos detectar todos esses índices sutis de gases em planetas remotos, talvez possamos detectar vida", disse O'Malley James.
 BBC

História

Revolta de 1905



Em 1904,devido á disputa da imperialista por territórios na China,o império Russo entrou em guerra contra o Japão.Com exércitos despreparados e uma frota obsoleta,os russos foram derrotados pelas tropas japonesas,em 1905,perdendo territórios e influência na área banhada pelo oceano Pacífico.A derrota agravou as dificuldades econômicas do Império Russo e a insatisfação popular no governo.
Nesse mesmo ano,o regime czarista passou a enfrentar uma série de greves e protestos em diversas regiões do país,dos quais participaram ativamente líderes socialistas e diversos setores sociais.O conjunto dessas manifestações ficou conhecido como Revolta de 1905
Entre os episódios que marcaram essa revolta, destacam-se
Domingo sangrento  e revolta do encouraçado Potemkin


Filosofia



Prudencia racional e ataraxia 

Se nem todos os prazeres contribuem para uma vida feliz,pode-se concluir que alguns prazeres são superiores a outros.é necessário,portanto, avaliar a ação de cada um deles e agir com prudência racional.Aqui  epicurismo aproxima-se da tendência geral da filosofia ética grega, isto é,do lado racionalista
Portanto,para não seguir o caminho da infelicidade,é preciso escolher os prazeres de maneira racional.Essa escolha conduziria o individuo,segundo Epicuro,á autarquia,isto é,ao governo da própria vida,á não dependência de elementos externos.Pela autarquia ascenderíamos á ataraxia


Sociologia/continuação

Examinamos até aqui três diferentes perspectivas de análise da relação entre indivíduos e sociedade.Para Marx,o foco recai sobre os indivíduos inseridos nas classes sociais.Para Durkheim, o fundamental é a sociedade e a integração dos indivíduos nela. Para  Weber,os indivíduos e suas ações sociais são os elementos construtivos da sociedade.Apesar das perspectivas diferentes,todos buscaram explicar o processo de constituição da sociedade e a maneira como os indivíduos se relacionam,procurando identificar as ações e instituições fundamentais
Dois autores contemporâneos analisaram a relação entre individuo e sociedade procurando integrar esse polos: o sociólogo alemão Nobert Elias e o Francês Pierre Bourdieu.Vamos conhecer a seguir os principais conceitos que ambos construíram na próxima postagem fique ligado!










Produção agrícola

Produção agrícola 

A produção agrícola em grande escala necessitava de muita mão de obra.Inicialmente os indígenas aprisionados trabalhavam nas lavouras.Porém,a caça e a escravidão desses povos não era um negócio lucrativo para a metrópole.Essa é uma das explicações para o desenvolvimento dos portugueses com um novo comércio regularmente organizado e altamente lucrativo -o de escravizados trazidos da África- que já '' abasteciam'' outras colônias portuguesas.
Realizado em grande escala,o comércio de seres humanos acentuou as rivalidades entre os diversos povos africanos,fazendo com que se voltassem uns contra os outros e que os reinos inteiros fossem destruídos. As relações sociais e a organização tradicional de centenas de povos foram desestruturadas.As consequências desse processo repercutem até a atualidade,na forma de guerras civis devastadoras que se desenrolam em parte dos países africanos
A economia colonial -escravista necessitava também de capitais e tecnologia.Por isso,os portugueses se associaram aos holandeses,que refinavam e comercializavam o açúcar.
A monocultura canavieira continuou a predominar na economia do nordeste do território colonial. Entretanto,outras atividades econômicas importantes se sucederam na história da América portuguesa,como a mineração da região de Minas Gerais e o cultivo de café.O trabalho de escravizados foi utilizado legalmente durante todo período colonial,pendurou após a independência durante o período colonial,e só foi abolido no final do século 19,pouco antes da proclamação da república.Entretanto até hoje o Brasil infelizmente ainda não se livrou da escravidão




As diferentes formas

As diferentes formas

As formas mais comuns entre as eubactérias são os cocos,que têm forma esférica,e os bacilos,que têm a forma de bastonetes.Há também os espirilos,os espiroquetas e os vibriões,que são formas mais alongadas.Os espirilos e os espiroquetas têm o ''corpo'' retorcido em forma de saca-rolhas,enquanto que os vibriões têm um formato de vírgula.Os cocos podem se apresentar isolados ou agrupados,formando estruturas como diplococos,sarcinas,estreptococos e estafilococos 




sentimentalismo

sentimentalismo

O artista clássico analisa e expressa a realidade sobretudo por meio da razão,mas românico vale-se dos sentimentos por acreditar que só assim consegue traduzir tudo o que ocorre em seu interior.O sentimento de cada um então é que define a importância  ou não das coisas .Assim,o escritor pretende atingir mais emoção que a razão do leitor

irradiação/continuação

Existem vários tipos de radiações

Existem vários tipos de radiações:radiação visível (luz),radiação ultravioleta, raios x,etc. A que aquece os objetos é denominada radiação infravermelha ou radiação térmica. A radiação infravermelha  tem várias aplicações,desde terapêuticas até bélicas.Através de sensores e outros dispositivos,pode-se transformar a radiação térmica em luz visível,o que torna possível '' ver'' na escuridão.
 Exitem materiais,como o vidro, que dificultam a passagem da radiação térmica,mas permitem a passagem de luz.
Numa estufa com cobertura de vidro,as plantas absorvem parte da luz que entra e, uma vez aquecidas,emitem radiação infravermelha.Como o vidro não permite a passagem dessa radiação,o interior da estufa aquece.



Dentro de uma estufa,a temperatura é maior que fora dela


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Cientistas 'degustam' o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo

Desafio: será que os cientistas holandeses conseguiram recriar em laboratório o sabor e a cor de um hambúrguer real como o da foto?
O primeiro hambúrguer feito em laboratório foi apresentado e degustado nesta segunda-feira, numa conferência científica em Londres.
Cientistas holandeses utilizaram células retiradas de uma vaca para reconstituir os músculos de carne bovina, que foram combinados a outros ingredientes para fazer o hambúrguer.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia ser uma forma sustentável para suprir a crescente demanda por carne.
Mas críticos da ideia dizem que comer menos carne seria o jeito mais fácil para compensar a já prevista falta de comida no mundo.

Modo de fazer

Músculo da carne criada em laboratório | Foto: BBC
1. Os cientistas começam extraindo células do músculo de uma vaca.
2. No laboratório, as células são colocadas numa cultura - solução - com nutrientes para promover o crescimento e multiplicação das células.
3. Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores.
4. As células já crescidas se transformaram em pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura (foto).
5. As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados.
6. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidas.
7. O primeiro hambúrguer testado também leva açafrão, caramelo e suco de beterraba para dar cor e sabor.
Receita: Universidade de Maastricht

Segurança alimentar

A BBC obteve acesso exclusivo ao laboratório em que o projeto para produzir a carne foi implementado ao custo de cerca de R$ 750 mil.
Na Universidade de Maastricht, na Holanda, a pouco maisde 200 km da capital Amsterdã, o cientista à frente do experimento destaca a preocupação ambiental do estudo.
"Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais", ressalta Mark Post, professor da Universidade de Maastricht.
Para Tara Garnett, que é chefe da Food Policy Research Network (um centro de pesquisas da área de alimentos) da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os tomadores de decisão precisam olhar além das soluções técnicas naárea de segurança alimentar.
"Nós temos uma situação onde 1,4 bilhão depessoas no mundo ficam obesas da noite para o dia e, ao mesmo tempo, um bilhão de pessoas no mundo todo vão para a cama com fome", ressalta.
"Isso é simplesmente estranho e inaceitável. As soluções não se estabelecem na produção, mas na mudança dos sistemas de suprimento e acesso, com barateamento. E mais e melhores alimentos para pessoas que precisam deles", critica.

A receita

As células-tronco são as "mestres" do corpo humano, que podem se desenvolver em tecidos em diversas formas, tais como nervos e pele.
A maioria dos centros de pesquisa atuando nessa área de estudos tenta reproduzir tecidos humanos que possam ser usados para transplantes, reparando danos em músculos, nervos e cartilagem.
Os cientistas da Holanda querem utilizar técnicas similares para produzir músculo e gordura dos alimentos.

Tradicional x de laboratório

Hambúrguer comum | Foto: BBC
Um estudo independente revelou que a carne produzida em laboratório usa 45% menos energia para ser feita do que a média utilizada para a produção a partir de animais criados em fazendas.
O método também significa 96% menos emissões de gás na atmosfera e necessita 99% menos terra.
Fonte:Environment, Science & Tecnology Journal
O professor Mark Post começou extraindo células do músculo de uma vaca. No laboratório, as células são colocadas numa cultura - solução - com nutrientes parapromover o crescimento e multiplicação das células.
Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores onde elas se tornam pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura.
As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidos.

Tem gosto bom?

Os cientistas tentaram recriar a carne, que inicialmente tinha a cor branca, da maneira mais autêntica possível.
A professora Helen Breewood, que atua com Post nos estudos, vem tentando fazer com que o músculo criado em laboratório fique vermelho adicionando um composto existente na carne de verdade chamado mioglobina.
"Se não se parece com a carne normal, se não tem gosto de uma carne normal, não se tornará viável", afirma Breewood.
No momento, porém, este é um trabalho em progresso. O hambúrguer a ser apresentado hoje foi colorido com suco de beterraba. Os pesquisadores também adicionaram farinha de pão (ou farinha de rosca), caramelo e açafrão, que ajudam no sabor.
"Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais"
Mark Post, chefe da pesquisa
Até o momento, os cientistas podem apenas produzir pequenos pedaços de carne por vez. Quantidades maiores iriam requerer um sistema circulatório para distribuir nutrientes e oxigênio.
Os primeiros resultados sugerem que o hambúrguer não terá gosto tão bom, mas Breewood espera que ele tenha um sabor "bom o bastante".

Sofrimento animal

A pesquisadora Helen Breewood, apesar de atuar no projeto para produzir carne em laboratório, é vegetariana e acredita que a produção de carne gasta muitas fontes de energia. Ela afirma que se comesse carne, iria preferir a feita em laboratório.
"Muita gente considera carne feita em laboratório repulsiva num primeiro momento. Mas se eles soubessem o que acontece nos abatedouros para a produção de carne normal, também achariam repulsivo", ressalta.
Numa nota, representantes do grupo Pessoas pela Ética do Tratamento aos Animais (People for the Ethical Treatment of Animals - Peta) ressaltaram os benefícios da carne de laboratório.
"(Carne de laboratório) irá favorecer o fim de caminhões cheios de vacas, frango, abatedouros e fazendas de produção. Irá reduzir a emissão de gases de carbono, economizar água e fazer a rede de suprimento de alimentos mais segura", destacou a nota do Peta.
Mas a escritora especializada em alimentos Sybil Kappor diz que sentiria dificuldades em comer a carne de laboratório.
"Quanto mais longe você vai do normal, de uma dieta natural, mais corre riscos de saúde e outras questões", ressalta.
O último levantamento das Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas sobre o futuro da produção de alimentos mostra crescimento da demanda por carne na China e Brasil - e o consumo só não cresce mais porque muitos indianos mantêm a dieta amplamente vegetariana por costume cultural.
Assim, há o risco de que a carne produzida em laboratório seja uma aparente solução, cheia de problemas.

Como o 420 se tornou o número símbolo da maconha

Maconha nos EUA. Getty
O Colorado já legalizou a maconha nos EUA; discussão ganha força na Europa e nas Américas
Às 4h20 da tarde deste domingo, usuários de maconha vão se reunir em várias cidades dos Estados Unidos e da Europa em um ato para discutir uma nova política para a droga. Em São Paulo, a Semana Pela Legalização da Maconha já teve início neste sábado. Mas afinal, por que se reunir a essa hora e por que o número 420 se tornou um símbolo da maconha?
O encontro no 20 de abril (que em inglês é escrito na forma 4/20, em função do mês 4 e do dia 20) ocorre há varios anos. Já a origem do 420 remete ao ano de 1971, quando passou a ser usado como uma senha por estudantes de ensino médio de San Rafael, no estado americano da Califórnia.

Eles resolveram encontrar o "tesouro" e marcaram de se reunir para a expedição as 4h20 da tarde. Nunca encontraram a plantação, mas a hora do encontro não seria mais esquecida.No outono daquele ano, cinco adolescentes encontraram um mapa desenhado a mão que supostamente mostrava a localização de uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo a San Francisco.
"A gente fumava muita maconha naquela época", contou à BBC Dave Reddix, um membro do grupo que tinha até nome, os Waldo. Reddix, que na época tinha o codinome de Waldo Dave, hoje tem 59 anos e trabalha como cineasta.
"Metade de nossa diversão era encontrar a maconha", conta.

'Deadheads'

A confraria passou a usar o número 420 para seus membros da confraria para rodas de maconha. Logo a senha começou a se espalhar entre os amigos, os agregados, os conhecidos, entre eles os integrantes de umabanda de rock californiana, os Grateful Dead.
Rapidamente, o 420 passou a fazer parte do vocabulário dos "deadheads", como eram chamados os fãs do Grateful Dead.
Em 1990, o termo e a explicação foram impressos em um folheto da banda. Foi assim que o código foi descoberto por Steve Bloom, editor da revista CliqueHigh Times, uma das primeiras publicações sobre a maconha nos Estados Unidos.
A equipe da High Times entrou na onda e passou a fazer suas reuniões de pauta às 4h20 da tarde.

Disputa

Anos depois, o termou deu nome a outra publicação especializada em maconha, a Clique420 Magazine. A disputa sobre como o 420 teve origem começou com uma reportagem da revista, segundo a qual um outro grupo de amigos, rival dos Waldo, tinha inventado a históira.
Maconha nos EUA. Getty
O 420 teria tido origem em um grupo de adolescentes na Califórnia, nos anos 1970
Os Waldo reagiram e publicaram cartas e mostraram objetos para "provar" que foram eles os inventores do termo. Desde então, defendem com veemência a sua versão.
"Somos os únicos a mostrar provas", diz Steve Capper, também chamado de Waldo Steve.

Legalização

Segundo Bloom, editor da High Times, o termo virou uma um código semiprivado, que os usuários de maconha vão encontrar por todos os lados. O número aparece até no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no relógio de um dos personagens.
Primeiro estado americano a legalizar a maconha, o Colorado também se viu às voltas com o número. Recentemente, uma placa que indicava a extensão de 420 milhas da rodovia interestadual 70 foi furtada. As autoridades resolveram se antecipar ao problema e mudaram a nova placa, que agora indica que a rodovia tem 419,99 milhas.
Em Denver, capital do estado, se espera uma grande festa neste domingo, já que este será o primeiro ato 420 desde que o Colorado legalizou a droga, uma política que ganha força nas Américas e na Europa.
O Uruguai aprovou recentemente a legalização da maconha, que será produzida e vendida pelo próprio governo. A discussão também ganha força no Brasil, tendo como mais célebre defensor o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a descriminalização - já em curso na Argentina e no Uruguai.
Em São Paulo, o tema da semana, que vai culminar com a Marcha da Maconha no sábado, dia 26, é "Cultive a liberdade para não colher a guerra". A campanha ganhou apoio de artistas como o cantor Marcelo D2 e o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina.
Os defensores da legalização argumentam que a chamada "guerra contra as drogas" não conseguiu acabar nem diminuir o consumo da maconha, só fazendo aumentar a violência devido a ação de grupos de narcotraficantes, sobretudo na América Latina, um dos centros produtores. Os defensores também ressaltam os efeitos positivos da droga quando usada para fins medicinais.
A política da "guerra contra as drogas" ganhou força nos anos 1980, durante o governo do presidente americano Ronald Reagan. A cada ano, millhares de pessoas morrem na América Latina vítimas da violência derivada do narcotráfico. Os países da região lideram a lista das nações com mais alto índice de homicídios no mundo, segundo relatório recente 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Em breve!



Vamos abordar esse tema! fique ligado!


Brasileiro inventor de 'luz engarrafada' tem ideia espalhada pelo mundo

Criador e criatura: Moser criou a lâmpada durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002
Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.
Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.

Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticaspet com água e uma pequena quantidade de cloro.
Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.
"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.
Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.
"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.
Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.
Alfredo Moser | Foto: BBC
A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa
"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.

Apagões

A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra.
Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.
O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plásticocheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.
A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.
Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.

Quanto gasta de energia?

  • As lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
  • A 'pegada de carbono' - unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo - de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2.
  • Uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem 'pegada de carbono' de quase 200kg de CO2.
  • As lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando 'ligadas'.
Fonte: ONU
"Eu nunca fiz desenho algum da ideia".
"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.

Pelo mundo

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.
Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.
"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.
Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.
Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã.
Foto: BBC
Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta
A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.
Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas".
"Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.
"Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.
Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.
Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.
As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".
Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre"
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas
Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter.
"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".
Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?
"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.
"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".

irradiação É possível transferir energia sem que haja meio material?

É possível transferir energia sem que haja meio material?


A energia do Sol,que aquece nosso planeta,viaja pelo espaço interplanetário.Essa transmissão de energia não é feita nem por convecção nem por condução,porque não há meio material entre o sol e a terra.A energia chega até nós por um tipo de radiação que se propaga tanto na matéria como no vácuo.Essa forma de transmissão de energia é denominada irradiação 

Quando aproximamos a mão de um objeto muito quente,como uma lâmpada de filamento,um aquecedor elétrico,uma fogueira,sentimos a transferência de energia por radiação.
Se a temperatura do objeto é muito alta,a transferência de energia é muito maior pelo processo de irradiação
A irradiação está associada á natureza eletromagnética da matéria. A  radiação ao atingir um objeto,aumenta a vibração das partículas elétricas no interior de suas moléculas.



 Quando estamos em frente a uma fogueira,recebemos energia por irradiação.